O Parque de Eventos de Bento Gonçalves, também conhecido como Fundaparque, está prestes a apresentar uma grande novidade à comunidade regional. Famoso por sediar grandes eventos e feiras nacionais e internacionais, o espaço deve ganhar em breve o reforço de um shopping center. O projeto está em fase de negociação, mas, de acordo com seu presidente, Tarcísio Michelon, já existem investidores interessados.
Micchelon tem reunião marcada para a próxima quinta-feira, 16, quando as negociações devem ter ganhar um novo capítulo. "Imagina um grande centro de compras no local onde acontecem tantos eventos de grande porte", disse Michelon. Dá pra imaginar!!!
O Parque de Eventos, uma das maiores áreas cobertas para eventos da América Latina possui 58.000m².
Fonte: www.olaserragaúcha.com.br
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Fenavinho Brasil apresentou suas novidades para 2011
Além de mudança no calendário - a partir de 2011 o evento acontece no outono -, a Fenavinho Brasil 2011 apresentou outras novidades na noite desta terça-feira, 14, em evento realizado no Grande Hotel Dall Onder. Entre elas estão a campanha publicitária, desenvolvida pela Agência Guife, que apresenta o tradicional evento como festa/feira, valorizando com a mesma intensidade os dois pontos altos da mais tradicional feira do gênero, criada em 1967.
A noite também foi das Soberanas. Eleitas em outubro, a Imperatriz Kelly Scanagata e suas princesas Carini Pedrotti e Gabriela Bottega foram apresentadas oficialmente à sociedade em seus trajes oficiais, produzidos por artistas locais. A grande surpresa da noite foi a apresentação do Bouvier, personagem criado exatamente para mostrar os dois lados da feira, assim como fazer companhia às Soberanas.
A Fenavinho Brasil 2011 ocorre entre os dias 29 de abril a 8 de maio, nos pavilhões da Fundaparque, em Bento Gonçalves.
Novidades podem ser acessadas no novo site do evento, que também foi apresentado na noite de ontem, dia 14.
Fonte: www.olaserragaucha.com.br
A noite também foi das Soberanas. Eleitas em outubro, a Imperatriz Kelly Scanagata e suas princesas Carini Pedrotti e Gabriela Bottega foram apresentadas oficialmente à sociedade em seus trajes oficiais, produzidos por artistas locais. A grande surpresa da noite foi a apresentação do Bouvier, personagem criado exatamente para mostrar os dois lados da feira, assim como fazer companhia às Soberanas.
A Fenavinho Brasil 2011 ocorre entre os dias 29 de abril a 8 de maio, nos pavilhões da Fundaparque, em Bento Gonçalves.
Novidades podem ser acessadas no novo site do evento, que também foi apresentado na noite de ontem, dia 14.
Fonte: www.olaserragaucha.com.br
O Manuscrito da Saudade
Ainda hoje sinto saudade de Isabella — a minha eterna doce amada. Sempre contemplei seu riso, seus olhos e seus cabelos quase doirados. Quando me recordo dos nossos dias vejo que sempre tive o que desejei, e que, de fato, fomos feitos um para o outro. Isabella era escritora, e existe um texto feito por ela que não consigo ler sem chorar. É Um texto sobre saudade, coisa que muito me lembra ela.
Era noite, e a sua lembrança estava me golpeando. Enquanto fumava o meu charuto cubano, deslizei até a escrivaninha e peguei o texto. Sentei naquela velha poltrona que um dia fora do meu pai, e depois de por os óculos, estudei o texto por um minuto. Olhei para a casa negra, banhada em escuridão, afora a luz cálida sobre mim e o papel, e, quando retornei o olhar, dei inicio a leitura e a recordação:
“Como seria bom se pudéssemos voltar no tempo apenas um pouquinho. Apenas aquele pouquinho para podermos reviver. Seria bom, muito bom! Voltar a sentir as mesmas sensações, as mesmas histórias e os mesmos risos. Sentir, de fato, o amor e os sentimentos que foram vividos e colaborados. Mas as coisas nunca voltam. O tempo não volta. As horas não voltam. Os segredos e os momentos divididos não voltam. Que pena! O passado fica apenas na memória. Para sempre, para todo o sempre.
Porém as coisas permanecem. Tudo. Tudo o que foi dividido. Os olhares, as trocas de afeto, os abraços, as lagrimas que queimavam os rostos, os fortes sorrisos que faziam arder a barriga, enfim, tudo o que nos marcou, o que nos eternizou. Ah, a saudade!
Os amigos permanecem, seus semblantes, cada gesto, cada brilho trazido nos olhos, cada minucioso ar de simplicidade. Eles permanecem para sempre! A maneira de ser de cada um: suas qualidades, seus defeitos, todas as suas manias e confusões. Isso tudo vai ficar eternizado na memória. Isso é vida, isso é gloria. É acima de tudo presente de Deus.
Ah, essa saudade! Como eu queria poder dar um último abraço naquele amigo que eu jamais voltarei a ver, naquele amigo que eu jamais voltarei a ouvir. Como eu queria reviver aquele momento, aquele sentimento. Mas ele não volta, e eu tenho que estar ciente disso. Apenas a minha memória é capaz de guardar tantas coisas boas e eternas.
Um dia, quando eu estiver velha e talvez com um andar debilitado e deficiente, ainda vou lembrar. Talvez eu esteja sentada em algum balanço ou numa poltrona surrada, talvez eu esteja na cama, sofrendo para poder descer, mas ainda assim lembrarei daqueles dias, daqueles momentos inesquecíveis. Meus filhos saberão de tudo isso, talvez até se emocionarão, mas irão gostar de saber, e ai eu me sentirei orgulhosa por ter vivido isso, por ter passado anos carregando toda essa saudade, e poder levar comigo essas coisas e lembranças, para o eterno, até o fim.”
Lentamente enxuguei as lágrimas que riscavam meu rosto calejado pelos anos, e por um segundo fiquei quieto, apenas contemplando a saudade que me doía. Minutos depois, guardei o glorioso manuscrito e retornei para a minha poltrona. Ah Isabella, que saudade de você! Lentamente fui fechando os olhos — claro que eu posso morrer, o que me resta nessa vida sem ela? — e sentindo a brisa da noite vir me beijar, como se fosse o beijo eterno da minha amada.
Marcelo dos Santos
Era noite, e a sua lembrança estava me golpeando. Enquanto fumava o meu charuto cubano, deslizei até a escrivaninha e peguei o texto. Sentei naquela velha poltrona que um dia fora do meu pai, e depois de por os óculos, estudei o texto por um minuto. Olhei para a casa negra, banhada em escuridão, afora a luz cálida sobre mim e o papel, e, quando retornei o olhar, dei inicio a leitura e a recordação:
“Como seria bom se pudéssemos voltar no tempo apenas um pouquinho. Apenas aquele pouquinho para podermos reviver. Seria bom, muito bom! Voltar a sentir as mesmas sensações, as mesmas histórias e os mesmos risos. Sentir, de fato, o amor e os sentimentos que foram vividos e colaborados. Mas as coisas nunca voltam. O tempo não volta. As horas não voltam. Os segredos e os momentos divididos não voltam. Que pena! O passado fica apenas na memória. Para sempre, para todo o sempre.
Porém as coisas permanecem. Tudo. Tudo o que foi dividido. Os olhares, as trocas de afeto, os abraços, as lagrimas que queimavam os rostos, os fortes sorrisos que faziam arder a barriga, enfim, tudo o que nos marcou, o que nos eternizou. Ah, a saudade!
Os amigos permanecem, seus semblantes, cada gesto, cada brilho trazido nos olhos, cada minucioso ar de simplicidade. Eles permanecem para sempre! A maneira de ser de cada um: suas qualidades, seus defeitos, todas as suas manias e confusões. Isso tudo vai ficar eternizado na memória. Isso é vida, isso é gloria. É acima de tudo presente de Deus.
Ah, essa saudade! Como eu queria poder dar um último abraço naquele amigo que eu jamais voltarei a ver, naquele amigo que eu jamais voltarei a ouvir. Como eu queria reviver aquele momento, aquele sentimento. Mas ele não volta, e eu tenho que estar ciente disso. Apenas a minha memória é capaz de guardar tantas coisas boas e eternas.
Um dia, quando eu estiver velha e talvez com um andar debilitado e deficiente, ainda vou lembrar. Talvez eu esteja sentada em algum balanço ou numa poltrona surrada, talvez eu esteja na cama, sofrendo para poder descer, mas ainda assim lembrarei daqueles dias, daqueles momentos inesquecíveis. Meus filhos saberão de tudo isso, talvez até se emocionarão, mas irão gostar de saber, e ai eu me sentirei orgulhosa por ter vivido isso, por ter passado anos carregando toda essa saudade, e poder levar comigo essas coisas e lembranças, para o eterno, até o fim.”
Lentamente enxuguei as lágrimas que riscavam meu rosto calejado pelos anos, e por um segundo fiquei quieto, apenas contemplando a saudade que me doía. Minutos depois, guardei o glorioso manuscrito e retornei para a minha poltrona. Ah Isabella, que saudade de você! Lentamente fui fechando os olhos — claro que eu posso morrer, o que me resta nessa vida sem ela? — e sentindo a brisa da noite vir me beijar, como se fosse o beijo eterno da minha amada.
Marcelo dos Santos
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Aviso
Pedimos desculpa aos leitores dos contos postados em nosso blog. Ontem, devido à alguns problemas, o conto, que é postado todas as quartas-feiras, não foi publicado.
Segue o conto, publicado hoje.
Segue o conto, publicado hoje.
O Relato de Uma Maldição
Meu Deus! Cada vez que lembro daquela casa sinto os meus nervos se atrofiarem de medo. É sério! O medo que se apodera de mim quando me recordo daqueles tempos de infortúnio e trevas, causa-me certos transtornos mentais que ainda nos tempos atuais, mesmo que eu tente saber, jamais encontrarei explicação. Sei que muitos agora hão de duvidar de minhas palavras... aliás, nem peço que as absorvam como verdade, apenas quero que saibam que isto realmente aconteceu comigo e, antes que eu comece a relatar os fatos abaixo, peço-lhes apenas uma coisa: não queiram saber o que aconteceu, e expulsem essa história de seus pensamentos, pois não gostaria de saber que o que aconteceu comigo venha a acontecer com mais alguém.
A casa em questão situa-se em um pequeno vilarejo habitado por pouquíssimas famílias. Era a mais bela das mansões e, ainda, a que mais externava medo. A possibilidade de instalar-me ali e obter sossego e paz foi o que me despertou atenção e ânsia em comprá-la.
Sem preâmbulos, começarei a relatar os diabólicos fatos que me arrancam o sossego até os dias de hoje. Naquela noite a casa jazia em silêncio, e no quarto maior onde me instalei, um barulho estranho me atrapalhava o sono. Percebi que as paredes, assim que abri os olhos, estavam todas sujas de sangue e unhas invisíveis iam riscando a porta e o teto, causando-me arrepios nos dentes. Fechei os olhos. Tentei dormir. Era assustador! Na noite seguinte, enquanto pernoitava, outra coisa se apoderou daquele quarto. O sangue subitamente começou a escorrer pelas paredes como veias abertas. Tentei ignorar aquela visão e rapidamente me cobri de medo. Em outra noite ouvi gemidos e passos no quarto. Pensei estar delirando, mas, de súbito senti algo puxar minha perna. Deslizei pela cama como se alguma coisa estivesse realmente ali. Tentei me agarrar na cabeceira, mas não resisti. Gritei em busca de socorro. Mas quando caí de costas no chão percebi que não havia nada ali. Coloquei a mão na perna e senti algo. Liguei a luz e vi que ela estava lavada de sangue. Assustei-me e sai do quarto. Aturdido, desmaiei no corredor.
Não agüentando mais, comecei a pensar na possibilidade de escafeder-me daquela maldita casa. Porém, alguma coisa não queria me deixar ir embora. Enquanto eu lavava a louça na pia certa noite, senti uma par de mãos me tocar as costas. Virei-me. Nada vi. Minutos depois, aquele mesmo par de mãos fez mergulhar minha cabeça na água dentro da pia. Comecei a me afogar e a me debater como um louco. Pensei que o demônio estivesse naquela casa. Mais tarde, enquanto deleitava-me no banho, outra coisa aconteceu. A água do chuveiro que eu saboreava, mudou-se da água para o vinho, ou melhor, da água para o... sangue! Sim, sangue! Trêmulo, saí do banheiro ainda com o corpo lambuzado. Fui até a cozinha, e lá chegando encontrei todas as gavetas e portinholas dos armários abertas. Respirei deficientemente e, antes de tentar fazer algo, corri até a porta que me levava para a rua. Porém, antes de chegar até ela, senti meu cabelo sendo puxado. Gritei de dor. Fui jogado no chão, e de repente algo fez a minha visão escurecer.
Dois dias depois eu estava decidido em ir embora daquele inferno. Preparei minhas malas e tentei partir. Enquanto eu atravessava a sala, olhei para o espelho e foi ai que vi um vulto negro no reflexo. Parei. Sentindo o sangue borbulhar e o frio comer-me as entranhas, corri para a porta, mas ela se fechou sozinha. Fiquei sem ação. Abri uma janela na sala e joguei as minhas coisas para fora, depois coloquei as mãos sobre o patamar e ia pular quando, de repente, ela fechou rapidamente sobre minhas mãos. O sangue jorrou dos meus dedos. Sem pensar, quebrei os vidros com a cabeça e, extraindo as mãos ensangüentadas que estavam presas, consegui pular.
Sai correndo estrada afora para nunca mais voltar.
Marcelo dos Santos
A casa em questão situa-se em um pequeno vilarejo habitado por pouquíssimas famílias. Era a mais bela das mansões e, ainda, a que mais externava medo. A possibilidade de instalar-me ali e obter sossego e paz foi o que me despertou atenção e ânsia em comprá-la.
Sem preâmbulos, começarei a relatar os diabólicos fatos que me arrancam o sossego até os dias de hoje. Naquela noite a casa jazia em silêncio, e no quarto maior onde me instalei, um barulho estranho me atrapalhava o sono. Percebi que as paredes, assim que abri os olhos, estavam todas sujas de sangue e unhas invisíveis iam riscando a porta e o teto, causando-me arrepios nos dentes. Fechei os olhos. Tentei dormir. Era assustador! Na noite seguinte, enquanto pernoitava, outra coisa se apoderou daquele quarto. O sangue subitamente começou a escorrer pelas paredes como veias abertas. Tentei ignorar aquela visão e rapidamente me cobri de medo. Em outra noite ouvi gemidos e passos no quarto. Pensei estar delirando, mas, de súbito senti algo puxar minha perna. Deslizei pela cama como se alguma coisa estivesse realmente ali. Tentei me agarrar na cabeceira, mas não resisti. Gritei em busca de socorro. Mas quando caí de costas no chão percebi que não havia nada ali. Coloquei a mão na perna e senti algo. Liguei a luz e vi que ela estava lavada de sangue. Assustei-me e sai do quarto. Aturdido, desmaiei no corredor.
Não agüentando mais, comecei a pensar na possibilidade de escafeder-me daquela maldita casa. Porém, alguma coisa não queria me deixar ir embora. Enquanto eu lavava a louça na pia certa noite, senti uma par de mãos me tocar as costas. Virei-me. Nada vi. Minutos depois, aquele mesmo par de mãos fez mergulhar minha cabeça na água dentro da pia. Comecei a me afogar e a me debater como um louco. Pensei que o demônio estivesse naquela casa. Mais tarde, enquanto deleitava-me no banho, outra coisa aconteceu. A água do chuveiro que eu saboreava, mudou-se da água para o vinho, ou melhor, da água para o... sangue! Sim, sangue! Trêmulo, saí do banheiro ainda com o corpo lambuzado. Fui até a cozinha, e lá chegando encontrei todas as gavetas e portinholas dos armários abertas. Respirei deficientemente e, antes de tentar fazer algo, corri até a porta que me levava para a rua. Porém, antes de chegar até ela, senti meu cabelo sendo puxado. Gritei de dor. Fui jogado no chão, e de repente algo fez a minha visão escurecer.
Dois dias depois eu estava decidido em ir embora daquele inferno. Preparei minhas malas e tentei partir. Enquanto eu atravessava a sala, olhei para o espelho e foi ai que vi um vulto negro no reflexo. Parei. Sentindo o sangue borbulhar e o frio comer-me as entranhas, corri para a porta, mas ela se fechou sozinha. Fiquei sem ação. Abri uma janela na sala e joguei as minhas coisas para fora, depois coloquei as mãos sobre o patamar e ia pular quando, de repente, ela fechou rapidamente sobre minhas mãos. O sangue jorrou dos meus dedos. Sem pensar, quebrei os vidros com a cabeça e, extraindo as mãos ensangüentadas que estavam presas, consegui pular.
Sai correndo estrada afora para nunca mais voltar.
Marcelo dos Santos
Uma reflexão sobre o SUS
Uma das grandes conquistas sociais incorporadas à Carta de 1988, ainda
encontra dificuldades para gerar plenamente os efeitos positivos que os
Constituintes enxergaram naquela ocasião.
É importante ressaltar que a construção de um sistema universal de saúde em
um país do porte e da complexidade do Brasil é uma obra de engenharia de
gestão de grande dimensão. Esse esforço envolve tanto o setor público quanto
a mobilização do setor privado, esse último em caráter complementar à ação
do Estado brasileiro.
Toda a complexidade de montagem do sistema e a distribuição de competências
não livram nenhuma das partes de ser cobrada em sua responsabilidade. Ainda
mais quando a mídia repercute centenas de casos de atrasos, mal uso de
recursos, desperdícios, atendimento caótico e outros fatos que demonstram
que não podemos dormir tranqüilos quando o assunto é saúde.
Condições sanitárias precárias ainda são a maior fonte de problemas da
saúde, levando à superlotação dos hospitais com problemas que, a rigor,
poderiam ser resolvidos com simples prevenção. Temos apenas 44% de
domicílios em todo o País atendidos com serviços sanitários.
O baixo índice de instrução da população e mesmo questões como o aumento da
violência e de acidentes de trânsito também têm forte impacto negativo sobre
o SUS, afetando a população jovem e gerando sobrecarga no atendimento de
emergência.
É fato que a saúde está diretamente ligada à Educação. O analfabetismo ainda
é alto em regiões como o Nordeste, com 18,7%, agravando o problema de acesso
à informação e melhores hábitos de higiene e saúde. O Sul, com 5,5%, tem
resultados um pouco melhores de qualidade de vida em função disso.
Curiosamente, ainda não existem registros sistemáticos sobre a qualidade do
atendimento dispensado ao cidadão no SUS. Algumas pesquisas isoladas, com
cobertura regionalmente restrita, mais a intensa cobertura da imprensa nos
permitem afirmar que tem alguma coisa errada, mas sem condições ainda de
dimensionar de forma científica o tamanho da encrenca.
Além do mais, existe o problema da quantidade de processos judiciais
relativos à saúde. Também por meio da imprensa somos informados de cidadãos
que recorreram à justiça para ver equacionados a falta de um remédio
específico, ou seu posicionamento em uma fila de cirurgia.
A questão do financiamento da saúde também deve ser atacada. O Brasil tem um
gasto total com saúde relativamente compatível com seu porte e com o
atendimento universal dado pelo SUS ? algo em torno dos 8,4% do Produto
Interno Bruto (PIB). O problema é que a participação do setor público ainda
é restrita, girando em torno de 42% do total, contra mais de 70% que outros
países com sistemas universais investem regularmente.
Existe um esforço do Governo Federal para melhorar essa situação, ainda que
os resultados não se verifiquem de imediato. Várias frentes de trabalho
então sendo desenvolvidas. É necessário aumentar a articulação com Estados e
Municípios e ampliar as bases de informação que permitem melhorar as
políticas públicas. Também se busca melhorar a qualificação dos
profissionais que atendem o SUS, de forma a ampliar as ações de Saúde da
Família.
Acredito que mais prevenção e educação evitará aumentos de despesas com o
atendimento de doenças já instaladas. Atualmente o setor hospitalar do SUS
(mais de 7 mil e 600 unidades), consome mais de 70% dos recursos
disponíveis, enquanto em outros países o número gira em torno de 50 ou 55%.
É importante destacar que a migração para os planos de saúde não soluciona o
problema. Basta ver a quantidade de reclamações contra os prestadores de
serviços de saúde nos serviços de proteção ao consumidor de todo o País:
negativa de cobertura de doenças, atendimento precário em clínicas
conveniadas, também superlotadas, aumento desmedido de preços, especialmente
para os clientes de idade mais avançada.
É obrigação de todos os homens e mulheres de bem enfrentar a questão da
saúde pública. 2011 poderá ser o ano dessa revolução. Investir na saúde é
salvar vidas.
Assessoria de Paulo Paim
encontra dificuldades para gerar plenamente os efeitos positivos que os
Constituintes enxergaram naquela ocasião.
É importante ressaltar que a construção de um sistema universal de saúde em
um país do porte e da complexidade do Brasil é uma obra de engenharia de
gestão de grande dimensão. Esse esforço envolve tanto o setor público quanto
a mobilização do setor privado, esse último em caráter complementar à ação
do Estado brasileiro.
Toda a complexidade de montagem do sistema e a distribuição de competências
não livram nenhuma das partes de ser cobrada em sua responsabilidade. Ainda
mais quando a mídia repercute centenas de casos de atrasos, mal uso de
recursos, desperdícios, atendimento caótico e outros fatos que demonstram
que não podemos dormir tranqüilos quando o assunto é saúde.
Condições sanitárias precárias ainda são a maior fonte de problemas da
saúde, levando à superlotação dos hospitais com problemas que, a rigor,
poderiam ser resolvidos com simples prevenção. Temos apenas 44% de
domicílios em todo o País atendidos com serviços sanitários.
O baixo índice de instrução da população e mesmo questões como o aumento da
violência e de acidentes de trânsito também têm forte impacto negativo sobre
o SUS, afetando a população jovem e gerando sobrecarga no atendimento de
emergência.
É fato que a saúde está diretamente ligada à Educação. O analfabetismo ainda
é alto em regiões como o Nordeste, com 18,7%, agravando o problema de acesso
à informação e melhores hábitos de higiene e saúde. O Sul, com 5,5%, tem
resultados um pouco melhores de qualidade de vida em função disso.
Curiosamente, ainda não existem registros sistemáticos sobre a qualidade do
atendimento dispensado ao cidadão no SUS. Algumas pesquisas isoladas, com
cobertura regionalmente restrita, mais a intensa cobertura da imprensa nos
permitem afirmar que tem alguma coisa errada, mas sem condições ainda de
dimensionar de forma científica o tamanho da encrenca.
Além do mais, existe o problema da quantidade de processos judiciais
relativos à saúde. Também por meio da imprensa somos informados de cidadãos
que recorreram à justiça para ver equacionados a falta de um remédio
específico, ou seu posicionamento em uma fila de cirurgia.
A questão do financiamento da saúde também deve ser atacada. O Brasil tem um
gasto total com saúde relativamente compatível com seu porte e com o
atendimento universal dado pelo SUS ? algo em torno dos 8,4% do Produto
Interno Bruto (PIB). O problema é que a participação do setor público ainda
é restrita, girando em torno de 42% do total, contra mais de 70% que outros
países com sistemas universais investem regularmente.
Existe um esforço do Governo Federal para melhorar essa situação, ainda que
os resultados não se verifiquem de imediato. Várias frentes de trabalho
então sendo desenvolvidas. É necessário aumentar a articulação com Estados e
Municípios e ampliar as bases de informação que permitem melhorar as
políticas públicas. Também se busca melhorar a qualificação dos
profissionais que atendem o SUS, de forma a ampliar as ações de Saúde da
Família.
Acredito que mais prevenção e educação evitará aumentos de despesas com o
atendimento de doenças já instaladas. Atualmente o setor hospitalar do SUS
(mais de 7 mil e 600 unidades), consome mais de 70% dos recursos
disponíveis, enquanto em outros países o número gira em torno de 50 ou 55%.
É importante destacar que a migração para os planos de saúde não soluciona o
problema. Basta ver a quantidade de reclamações contra os prestadores de
serviços de saúde nos serviços de proteção ao consumidor de todo o País:
negativa de cobertura de doenças, atendimento precário em clínicas
conveniadas, também superlotadas, aumento desmedido de preços, especialmente
para os clientes de idade mais avançada.
É obrigação de todos os homens e mulheres de bem enfrentar a questão da
saúde pública. 2011 poderá ser o ano dessa revolução. Investir na saúde é
salvar vidas.
Assessoria de Paulo Paim
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